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Denúncia

          Cecília R. Mesquita Santos  foi retirar cálculo renal e faleceu dia 20-6 com perfuração do intestino e infecção hospitalar.

Jundiaí, 27-6-2002

Moça morre de prováveis erros médicos em Jundiaí

             Cecília Rocha Mesquita Santos, 23 anos, internou-se no Hospital Santa Elisa (Jundiaí - SP) dia 14-6 para retirar cálculo renal e faleceu seis dias depois com perfuração de alça intestinal, peritonite, choque séptico e infecção generalizada. Familiares registraram queixa no plantão policial (20-6) por suspeitarem de erro médico, negligência, maus tratos e até falta de sangue no tratamento de Cecília. Foi solicitado exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML). A mãe Marta Rocha Mesquita e o marido de Cecília, Jean Paulo, afirmam que ela tinha saúde e estão reunindo provas, documentos e testemunhas para reforçar as denúncias no Conselho Regional de Medicina (CRM) e na Justiça de São Paulo. Cecília deixou um filho, Bruno, de dez meses. A família afirma que ela tinha plano médico Unimed e devia ser operada pelo diretor presidente do Hospital Santa Elisa, o médico José Carlos Bandeira Soares de Camargo. "Quem assumiu as cirurgias e os erros foi outro médico, o sócio de Camargo, Adriano Fregonesi", afirmaram Marta e Jean Paulo.

 

           O documento de verificação de óbito de Cecília, fornecido pelo Hospital Santa Elisa, contém rasuras no nome do médico responsável e o registro CRM 90230, que não pertence aos médicos Fregonesi (CRM 67067) e Camargo (CRM 6144). Este documento informa que Cecília foi submetida "a nefrolitotripsia (retirada de pedra renal), laparotomia, colostomia por perfuração de colon transverso, que evoluiu (sic) com septicemia mais choque séptico. O diagnóstico provável: septicemia (infecção generalizada), insuficiência respiratória e perfuração de colon transverso". O atestado de óbito, firmado pelo legista Jonas de Almeida Brito, do IML, deu como causa da morte peritonite e perfuração da alça intestinal, além de septicemia (veja documentos).

            Os familiares de Cecília denunciaram o caso no Conselho Regional de Medicina em São Paulo e na 7ª Delegacia de Jundiaí. Eles afirmam que têm provas suficientes para responsabilizar o hospital Santa Elisa, a Unimed e os dois médicos por maus tratos e pela morte da jovem. "Pedi ajuda, na segunda-feira de manhã, para a assistente social Edilaine, da Unimed, e fui mal atendida. Ela assistia ao futebol com outras pessoas e pediu que eu enviasse uma carta para a diretoria, não se importando com a urgência do caso", afirmou a mãe. Familiares da vítima criaram o site www.erro-medico.kit.net para receber denúncias e ajudar outras famílias a evitarem os erros médicos.

Bruno, de 10 meses, é filho de Cecília e do músico Jean Paulo, do grupo Jean Paulo e Michel.

Jornalista: GJM (MTb 33060)

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