meu marido em coma, no oxigênio. O médico falou que o rim tinha parado e que ele inchou. O que ele tem? O médico disse que era preciso esperar os exames. Não sabiam o que era, davam medicamentos, não procuravam outro tratamento, enfim, o Antonio que era saudável, agora tinha problema de rim, pulmão etc. Dia 5-4, ele estava pior. Ligaram para minha casa, à tarde, para a família comparecer no hospital para falar dom o doutor José Francisco. Este médico, dono do hospital, disse: "O Antonio está com Aids ou sífilis, com anemia profunda..." Nós não aceitamos o diagnóstico; Antonio tinha saúde, era doador de sangue, eu estava grávida fazendo pré-natal. Achamos aquilo um absurdo. Ele entrou com uma íngua no rosto, esta sumiu, e agora ele está com Aids? Faz mais de um ano que ele é meu marido, fiz todos os exames, estou grávida e tenho saúde... O doutor disse para esperarmos até o dia seguinte, para dar a resposta e o remédio certo! Que doença era e que remédio? Dia 6-4, o doutor José Francisco trouxe o resultado dos exames e disse: "não é nada disso; não é Aids, nem sífilis, nem anemia. Ele tem fungos. Agora, vamos dar o remédio certo". Como se pode brincar com coisas tão sérias e com os sentimentos de uma esposa grávida? Dia 7-4, os médicos disseram que Antonio precisava de sangue e que tiveram que comprar! (Este sangue, que nós não vimos ele receber, custaria para a família R$ 12 mil reais) E nós pensamos: tantas vezes, o Antonio doou de graça sangue para esta gente! Os médicos disseram que o sangue seria para evitar o choque séptico (no atestado de óbito, a causa da morte foi choque séptico, entre outras). Neste dia, começou a vazar sangue pelo ouvido, nariz, boca. Um médico disse que não sabia porque o Antonio ainda estava vivo, "porque o oxigênio está entrando e ele quer soltar o ar". Outro médico foi mais sádico e disse: "Vão para casa que daqui 15 minutos alguém liga dizendo que ele morreu". Ficamos chocados com isso. Dia 8-4, ele morreu. Como o médico havia dito. Perguntamos para médicos e enfermeiros: do que ele morreu? Ninguém respondia. Mandaram a conta do Hospital Santa Elisa para que nós pagássemos: cerca de 35 mil reais! Cobraram de tudo: pasta de dente, luvas, esparadrapo, litros de sangue, morfina e coisas que ele nem viu... Remédios brasileiros que alegaram ser americanos. A conta ainda não havia sido fechada e seria tão grande que meu pai teve que dar cheques sem fundo para eles. Até hoje, mais de um ano, não protestaram |
No atestado de óbito dele estão as causas da morte: choque séptico, septicemia, falência múltipla dos órgãos. Iguais às de Cecília Rocha Mesquita Santos e tantos outros que já vi deste hospital Santa Elisa. Pessoas saudáveis, jovens, que entram lá rindo e saem com infecção generalizada etc. Depois de sua morte, nasceu nosso filho, saudável. Quatro meses após, minha prima foi se consultar com o irmão do doutor José Francisco, o médico Antonio Carlos Francisco. Comentou o caso de meu marido. Este médico disse que conhecia o caso; que o visitou na UTI. Disse mais "minha senhora, eu não sei o que fizeram; ele estava bem e de repente entrou em coma". Eu sei que se Deus não permitisse, ele não teria morrido, mas acho que os médicos erraram e devem ser responsabilizados. Mataram meu marido. Antonio entrou sorrindo (com uma íngua) no hospital Santa Elisa; cortaram seu corpo, deram remédios e drogas e ele saiu morto. Antonio Marcos da Silva era doador de sangue Jundiaí, 8 de julho de 2002 Vivian Regina Marques da Silva Fones (11) 4586-......e 4581-........ |
|
Jornalista: GJM (MTb 33060)